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Escola do Mar de Florianópolis vai formar cidadãos ambientalmente conscientes

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Escola do Mar de Florianópolis vai formar cidadãos ambientalmente conscientes

Casos e Contos 09/11/2011
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As crianças são o futuro do planeta. É com este pensamento que o projeto Escola do Mar de Florianópolis, coordenado pela Secretaria Municipal de Educação através da Diretoria do Observatório da Educação e Apoio ao Educando – Gerência de Programas Suplementares, visa formar uma sociedade mais consciente em relação ao meio ambiente. O início do projeto foi em 2007, de lá pra cá o trabalho já tem vínculo com 30 das 109 unidades escolares do município.

O local escolhido para abrigar o projeto foi a Praia do Forte, no norte da Ilha de Santa Catarina. A região está perto de ecossistemas costeiros diversos e frágeis, é uma região de forte apelo histórico-cultural, também está próximo das Fortalezas de São José da Ponta Grossa, Ratones e Anhatomirim, entre outras características importantes. De acordo com Cedemir Valter Silva, gerente do projeto, a proposta do Escola do Mar é promover uma ferramenta didático-pedagógica extra curricular às escolas municipais no intuito de colocar em prática os assuntos abordados nas salas de aula envolvendo a questão ambiental, marinha e costeira:

“O objetivo é que as crianças, que têm entre 4 e 14 anos, tenham mais consciência das questões ambientais, preservando o solo, a água, além de lembrá-los que estamos em uma ilha e que, por isso, é preciso ter certos cuidados”, afirmou Silva.

O gerente do projeto conta, ainda, que este ano o Escola do Mar foi vinculado às escolas:

“Tivemos inicialmente 30 unidades escolares com projetos na área de educação marinha e costeira”, completa.

Dentre as atividades desenvolvidas estão o “Navegando com o Escola do Mar”, “Caminhando com o Escola do Mar” e “Visitando Nossos Museus/O Homem e Sua Relação com o Mar”. Todas com foco na sustentabilidade da Ilha de Santa Catarina por meio da sensibilização com relação aos problemas ambientais. “Eles fazem a observação das águas, fazendas marinhas e ilhas, podendo também conhecer o lado ambiental e histórico, que é atrelado ao planejamento do professor responsável”.

O “Navegando com a Escola do Mar” é realizado com a escuna Capitão Noronha, uma embarcação com capacidade para 60 pessoas. Por meio dessa atividade, de uma hora e meia de duração, os alunos realizam:

  • observação da paisagem, vista do mar para a costa e vivências da sensação de navegar (vento, temperatura, ondulações e intensidade da luz solar);

  • visitação das Fortalezas, conhecendo o histórico da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim (Ilha de Anhatomirim) e Fortaleza de Santo Antônio de Ratones (Ilha de Ratones Grande); e,

  • observação dos Parques Aquícolas, conhecendo a vida, o trabalho e os causos relatados pelos maricultores da ilha.

 

O “Caminhando com a Escola do Mar” é aplicado por meio de caminhadas tais como: Praia do Forte e Trilha da Cruz; trilhando a costa pelo pontal da Daniela, conhecendo ambientes de praia, manguezal e restinga; visita a Fortaleza de São José da Ponta Grossa na Praia do Forte.

Outra importante ferramenta do projeto é a visita aos museus no “Visitando Nossos Museus/ O Homem e sua Relação com o Mar”. Nessas atividades os jovens podem conhecer o Museu Nacional do Mar/São Francisco do Sul e os tipos de embarcações; o museu Naval Casa do Homem do Mar/Bombinhas com visita e reconhecimento dos ambientes de praias e restingas; e, o museu da Baleia Franca/Projeto Baleia Franca – Imbituba/Itapirubá.

Apesar de ter pretensões de expandir o projeto, Silva afirma que ainda não há previsão de quando isso ocorrerá: “Tudo vai depender da demanda e também da aceitação do público quanto a este trabalho”, diz.

As escolas interessadas devem agendar a visita ligando para o telefone da Escola do Mar – 48 - 3369-7185, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Saiba mais sobre a Escola do Mar de Florianópolis: www.mardefloripa.wikidot.com/escola-do-mar-de-florianopolis

 

Vanessa Xavier para o Bombarco
Foto: Divulgação