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Marinheiro faixa preta

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Marinheiro faixa preta

Casos e Contos 05/12/2014
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Mineiro de Coração de Jesus, Janiece Lima da Cruz chegou ao Guarujá, no litoral Sul de São Paulo, ainda criança, acompanhando a família em busca de uma vida melhor. Apaixonado por aventura e pelo mar, ainda carrega o apelido conquistado graças à baixa estatura, Ninja, mas que hoje, aos 34 anos, tem um significado bem diferente.

Aos seis anos, já trabalhava como cobrador de barquinhos que faziam travessias entre praias na cidade. Mas, vislumbrando um trabalho melhor, se afastou do mar e entrou para a prefeitura da cidade, onde fazia serviços de escritório.

Mas Janiece não se adaptou ao trabalho dentro de um prédio... Desistiu da prefeitura e voltou a se dedicar às lanchas, com as quais já tinha experiência, dedicando-se a carreira de marinheiro de esporte e recreio.

Hoje, Ninja pode contar histórias de um marinheiro há 18 anos na profissão, mas a favorita é a aventura vivida entre Guarujá e Ilhabela, quando o que era para ser um dia de pescaria se transformou em três dias de aventura.

Saí com um barco de 46 pés com apenas uma moça e só eu de marinheiro. Corria tudo bem até que joguei a âncora em alto mar e ela entortou por bater em uma pedra. Quando me dei conta, uma parte inferior do casco também tinha entortado e, como o barco era antigo, a bateria também foi prejudicada. Tentando reverter o problema tive que passar duas noites no mar” .

“No terceiro dia, consegui chegar até Ilhabela. Com pouco dinheiro, comprei apenas um pacote de bolachas para nos alimentar; procurei a ajuda do Iate Clube local e consegui uma carona de barquinho, que saía do canal de Bertioga até Guarujá. O barco ficou por lá até a marina rebocar e eu tive que me explicar para o dono da lancha, que era uma pessoa muito boa e estava mais preocupado comigo”.

“O mais curioso foi a preocupação de diversos amigos da marina que sequer me procuraram nestes dias. Foi quase um naufrágio, mas deu tudo certo, só estava louco para tomar um banho!”, conta se divertindo.

Casos assim são raros e Janiece se orgulha em dizer que seus dias são pura tranquilidade e paz, especialmente depois dos treinamentos que fez no programa Bom Marinheiro. “O meu reconhecimento melhorou muito, assim como a confiança dos donos de barco. Hoje, muitos deles me procuram”, conta o marinheiro.

Ainda sobre Bom Marinheiro, Janiece disse ser uma ótima oportunidade para conhecer pessoas e se qualificar, e destacou o seu momento preferido: a visita à fábrica da Volvo Penta em Curitiba (PR). “Foi demais!”, exclamou.

Faixa preta como marinheiro, Janiece pretende passar tudo que sabe ao seu filho de 11 anos, que já gosta do mar como o pai, e reafirma: “Meu negócio é o mar, nada de balada, nada de beber, só o mar mesmo! Ele representa minha liberdade e não existe nada melhor do que sentir sua brisa no rosto”.

Visite o site do Bom Marinheiro para saber mais sobre os treinamentos da segunda de edição!

Jussara Coutinho para o Bombarco