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Conheça o veleiro da Classe Star

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Conheça o veleiro da Classe Star

Esporte náutico e Lazer a Bordo 14/07/2016
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Nascida em 1911, a centenária Classe Star é uma das mais antigas e, também, das mais populares no desporto náutico. Tornou-se classe olímpica e é a queridinha de muitos atletas notórios como Lars Grael, Torben Grael, Robert Scheidt, Paul Cayard, Mark Reinalds, pelas exigências de habilidades técnicas bem apuradas. O Brasil conquistou algumas medalhas olímpicas nessa classe com Robert Scheidt e Bruno Prada (atual campeão mundial) e com Torben Grael e Marcelo Ferreira.

O barco usado pelos velejadores dessa classe tem a característica de ser estreito e comprido, com 6,9 metros de comprimento total e uma área velica total de 26.5 m², armado em sloop e com quilha fixa. É uma embarcação para dois tripulantes, que proporciona condições de navegação graças às opções de acerto para cada situação de água e de vento. Ou seja, o Star desenvolve boa velocidade em ventos fracos e na medida em que o vento aumenta o barco não aumenta sua velocidade exponencialmente, favorecendo disputas bem técnicas.

Segundo Marcelo Bellotti, empresário e velejador, medalhista de bronze na classe Star da Semana de Vela de Ilhabela de 2016, o cockpit é bastante apertado exigindo tripulantes ágeis:

“As regulagens do mastro e das velas estão sempre ao alcance dos velejadores que podem trabalhar o formato das velas enquanto fazem o contrapeso. Essa embarcação tem duas velas, a mestra e a buja. Para armar as velas temos o mastro que é escorado por uma série de cabos de aço e a retranca que fica perpendicular ao mastro, armando a parte de baixo da vela mestra. No vento de popa, utilizamos um Pau de Buja para ajudar a armar a vela Buja”, explica Bellotti.

A Star fez parte das provas olímpicas até as últimas olimpíadas, de Londres 2012. No entanto, nestes Jogos Olímpicos Rio 2016, por decisão do Comitê Olímpico Internacional, a Classe Star não fará parte do programa, já que a escolha foi por classes mais radicais e mais atraentes para o público leigo.

Ainda de acordo com Bellotti, é importante lembrar que a olimpíada é um evento cheio de tradições e cultivar a história deveria ser uma preocupação. “Nesse ponto o evento perde retirando a Classe Star do programa. Poder ver grandes medalhistas, que travaram disputas nas últimas quatro olimpíadas duelando mais uma vez seria ótimo. Já pensou reeditar uma disputa entre Robert Scheidt e Ben Ainslie ou então entre Torben Grael e Paul Cayard.”

O barco da Classe Star tem a fabricação concentrada na Europa. Os dois principais estaleiros são Italianos, o Folli Boats e o Lilia. Hoje um barco novo custa por volta de 45 mil euros. No Brasil é possível encontrar barcos competitivos e bem conservados entre R$ 25 mil e R$ 100 mil.

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Redação: bombarco
Foto: divulgação