Sua mensagem foi enviada com sucesso!
Windsurf ganha espaço no Brasil

Blog

Windsurf ganha espaço no Brasil

Esporte náutico e Lazer a Bordo 06/07/2011
Compartilhar

Prancha à vela ou windsurf. A história do esporte no Brasil começa no final da década de 1970, quando chega por aqui a primeira prancha de windsurf apresentada pelo paulista Fernando Germano, do Clube de Campo de São Paulo, que na época já competia fora do País. Os atletas Klaus Peters, Marcelo Aflalo e Leonardo Klabin também foram grandes nomes que incentivaram o esporte por aqui, difundindo-o para outros estados brasileiros. Mas foi com a exibição da abertura da telenovela Água Viva, da Rede Globo, exibida em 1980, que a prática do windsurf tornou-se conhecida por grande parte da população.

Em 1984 o esporte começou a ser disputado nos Jogos Olímpicos e tornou-se febre nacional. No mesmo ano surgiu a Associação Brasileira de Windsurf (ABWS), entidade máxima da classe de prancha à vela no País responsável pelo desenvolvimento e promoção nacional do esporte, filiada e representante da Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM) e da Federação Internacional de Vela (ISAF).

Atualmente, o windsurf vive no Brasil um momento especial em sua história: pela primeira vez atletas brasileiros aparecem no ranking mundial de melhores atletas do windsurf. São velejadores que conquistaram espaço no Circuito Mundial Profissional (PWA), ranking mais seleto e difícil de participar. No Ranking PWA Wave 2010, Kauli Seadi, de Santa Catarina, e o cearense Marcílio Browne, o Brawzinho, aparecem em 4º e 24º lugar, respectivamente. Já no Ranking Mundial PWA Freestyle 2010, o cearense Edvan Souza, ocupa a 14ª colocação, seguido dos conterrâneos, Ian Mouro Lemos, na 20ª posição; João Henrique Janjão, na 18ª; Lenzi Lenz, na 23ª; e Danilo Silva – o Chico Bento –, na 31ª.

No Brasil, o número de velejadores de windsurf teve um crescimento considerável, em torno de 67%, nos últimos 10 anos, considerado novo mercado junto à Argentina e Chile:

“O Brasil ainda tem grande potencial para o crescimento do windsurf, se entrar para o Circuito Mundial Profissional e sediar os Mundiais da PWA (Professional Windsurfers Association) e IWA (International Windsurf Association), que é a nossa luta”, revela Teka Lenz, presidente da Associação Brasileira de Windsurf.

Ainda segundo Lenz, o esporte também tem sido alvo de investidores:
“Santa Catarina, Rio de Janeiro e Ceará são os que mais recebem investimentos, já que além de serem sedes de futuros campeonatos também são pontos turísticos”, explica.

O Brasil é um dos principais destinos internacionais do esporte e realiza a única etapa do circuito mundial de windsurf da América do Sul, desde 1997, que vem proporcionando o crescimento do esporte e a visibilidade para as cidades brasileiras, que, inclusive, possuem condições de vento mais fortes e favoráveis à prática da modalidade à vela, sendo uma vocação natural para lugares “badalados”, como: Búzios (RJ), Ilhabela (SP), Florianópolis (SC) e Jericoacoara (CE), entre outros.

Classes

O windsurf é dividido em seis classes: Fórmula (velocidade), Wave (velejar nas ondas), Freestyle (com manobras ousadas), Slalom (velejo com obstáculos), Mistral (atual prancha olímpica) e Raceboard (com percurso parecido com o da Mistral, mas as pranchas podem variar). Algumas classes apresentam pequenas diferenças no formato e no tamanho das pranchas e da vela, mas o conceito do esporte permanece o mesmo.

Equipamentos

Vela: tem a função de captar o vento e impulsionar a prancha. Existem vários tipos de velas, desde as feitas apenas com um tecido simples, até as construções mais sofisticadas com o uso de materiais como alguns tipos de fibra de carbono.

  • Retranca: mantém o formato da vela e direciona a prancha.
  • Mastro: mantém o formato da vela.
  • Extensão: utilizado para estender o mastro para a medida correta da vela.
  • Prancha: semelhante à prancha de surf, e seu formato e tamanho varia de acordo com a classe praticada.

 

Sobre a Associação Brasileira de Windsurf (ABWS)

A ABWS foi fundada em 1984 e possui cinco mil atletas cadastrados no Brasil, sendo 450 atletas registrados com numerais de competição, nas diversas categorias e modalidades do windsurf.

O principal objetivo da entidade é o crescimento e a profissionalização do windsurf no Brasil.

Mais informações no site www.abws.com.br

Bruna Sales para Bombarco
Foto: divulgação