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A perigosa experiência de Paulo Roberto Freire, capitão do barco Miragem, um BB40

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A perigosa experiência de Paulo Roberto Freire, capitão do barco Miragem, um BB40

Manutenção de Equipamentos 09/11/2011
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O engenheiro, Paulo Roberto Freire, 59, iniciou sua história com o esporte, vela oceânica, em 2002. Influenciado pelo exercício profissional da época (equipamentos da indústria naval), e por uma atração pelo mar, Paulo começou a se aventurar com o mergulho. Gostou tanto dos barcos e dos passeios que fazia para chegar aos locais de mergulho que decidiu entrar na onda, ou melhor, no esporte a vela.

Desde então passou a velejar. Mas, foi em 2007 que Paulo entrou para as competições e passou a participar das principais regatas da vela nacional. Ao lado da tripulação, com seu barco Miragem, um BB40, de design assinado pelo projetista Javier Soto Acebal (o mesmo dos S40), Paulo Freire já conquistou quatro títulos de campeão, na Semana de Vela de Florianópolis, em Búzios, na Santos-Rio e, neste ano, o 1º lugar na Rolex Ilhabela Sailing Week, na categoria ORC 600.
Segundo o velejador a maior motivação do esporte está no trabalho em equipe:

“Aproveito os benefícios e ensinamentos da vela oceânica em minha vida profissional como comunicação direta, respeito às regras, necessidade de aprimoramento contínuo e a importância de cada um no conjunto”, explica Freire, que também valoriza muito o convívio com a comunidade da vela.

Durante a semana de vela de Florianópolis em 2009 Paulo Freire e a tripulação do Miragem passou por uma experiência perigosa quedeixou um ensinamento:

“Enfrentamos ventos fortíssimos de 34 nós (cerca de 63 quilômetros por hora) na regata longa. Alguns barcos decidiram não correr, mas nós continuamos. Acabamos quebrando o pau de spinnaker, rompendo o back stay. Chegamos cansados, com o barco parcialmente destruído e classificados em último lugar. Entretanto, a tripulação não se abateu e encontrou ânimo para reparar tudo. Mesmo com o pau emendado com toco de madeira, vencemos as demais regatas e ganhamos o circuito. Hoje eu consideraria não participar da regata para proteger o barco e a tripulação, continuando a disputa pelo campeonato de forma mais efetiva,com menos desgaste para todos.”


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Foto: Divulgação