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A salvatagem de um barco pesqueiro

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A salvatagem de um barco pesqueiro

Manutenção de Equipamentos 20/08/2012
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Raphael Emydgio Pereira Neto, 60 anos, mergulhador e diretor da Costa Norte Dive, que resgata embarcações afundadas há 25 anos, conta um causo recente de salvatagem. Desde o início das atividades já foram 150 barcos resgatados, somente em 2011 foram 22 resgates. De acordo com Raphael, o aumento no número de salvatagens tem se tornado possível em função das novas tecnologias:

Hoje existem equipamentos modernos, de primeira linha, incluindo lift bags (dispositivo para auxiliar no levantamento de objetos submersos) das mais variadas capacidades, bombas, máscaras de comunicação, cintas de elevação, entre outros”, explica.

Mesmo com tanta experiência, Raphael reconhece que a falta de visibilidade na água em algumas situações é um grande desafio na retirada dos barcos e que o mergulho profissional sempre esbarra em desafios e peculiaridades. Essa foi a dificuldade vivida recentemente durante o resgate do pesqueiro Arrastão, realizado na Ilha Deserta, em Paraty (RJ), no último mês de junho. Ele conta que a visibilidade naquela ocasião era zero, ou seja, apesar de a equipe encontrar um mar calmo e sem ventos não era possível enxergar nada no local do acidente.

O naufrágio do Arrastão, um pesqueiro de 10 metros, ocorreu em função de uma colisão. O barco estava a 23 metros de profundidade e de lado, foi içado nessa mesma posição por dois lift bags com capacidade de elevar dois mil quilos cada um. De acordo com Raphael, que realizou o resgate com mais sete pessoas da equipe, ele e mais três no mar e quatro profissionais em terra, o patrimônio foi totalmente preservado. O trabalho incluiu também a contenção de resíduos por meio de aplicação de barreira protetora. A Capitania dos Portos de Paraty acompanhou o resgate e a equipe utilizou como apoio o barco Vulcano e o bote Francino.

A principal dica no momento de acidentes é evitar o pânico e chamar um socorro especializado. Enquanto espera, siga as orientações de Raphael:
No mar a prioridade sempre será a hidratação da tripulação, assim, é importantíssimo em qualquer situação crítica que se tenha água potável. Também se deve pensar na possibilidade de comunicação, proteção solar e alimentação”.

 

Renata Itaborahy e Vanessa Xavier para o Bombarco
Fotos: Divulgação