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Erros de principiante também servem de lição para a vida na terra e no mar

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Erros de principiante também servem de lição para a vida na terra e no mar

Manutenção de Equipamentos 07/07/2010
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Nascida em Ilhabela e apaixonada pelo mar, Mariana Matheus, 20 anos, é estudante de jornalismo e dedica o tempo livre dos finais de semana para praticar o seu esporte preferido: a vela.

A paixão pelo mar surgiu aos 11 anos, quando Mariana foi convidada a retirar-se do balé por não levar jeito com a dança, então aventurou-se em um curso de vela, na época oferecido pelo Yacht Club de Ilhabela.

Após as primeiras aulas, a jovem apaixonou-se pelo esporte e entrou de cabeça nessa aventura pelos mares. Enfrentou muitos desafios e superou cada um deles, sendo protagonista de histórias marcantes e um exemplo de superação.

Enfrentando os obstáculos

“Decidi fazer um curso de vela encorajada por uma amiga que tinha um irmão velejador. Minha amiga logo desistiu do curso no Yacht Clube de Ilhabela (YCI). Eu segui nas aulas, que duraram apenas o Verão, sozinha.

Com o fim desse meu curso inaugural já pulei para outro, desta vez em outra escola do Projeto Navegar do Governo Federal. Poucas aulas depois fui convidada para participar de uma competição. Com a ingenuidade própria da idade, aceitei o convite, achando que estava preparada para aquela que seria minha primeira e inesquecível competição.

Era mês de julho e Semana de Vela de Ilhabela, principal evento náutico da América Latina. Participei velejando nas regatas da competição. No mar, quando já estava a bordo, o vento começou a ficar muito forte e a aumentar cada vez mais e mais. Foi quando meu veleiro virou e encheu de água. Apavorada, não conseguia desvirar porque toda vez que eu subia no barco, com o meu peso e a água ele virava de novo para cima de mim. Com a insistência devo ter virado e desvirado umas 10 vezes até que um barco de apoio chegou para me ajudar e, finalmente, me levar para a praia.

No dia seguinte, depois que o susto passou, percebi que o acontecido não me fez mal nenhum e passei a gostar da ideia de ser uma velejadora. Daquele dia em diante resolvi treinar para evitar situações iguais a essa novamente.

Algum tempo depois, quando estava com 13 anos, e já era apaixonada pela vela, participei de um jogo da primavera no colégio e quebrei o braço. Estava há alguns dias do Campeonato Paulista de Optimist, em Ilhabela. Passei a semana toda chorando e implorando aos meus pais, até que os convenci e participei com o braço engessado mesmo.

Durante a competição o juiz me penalizou, por achar que estava lemando (mexendo demais o leme, que comanda o barco), cumpri e penalização e continuei. Só na hora de receber o prêmio é que muitos perceberam o porquê eu não tinha muito controle do leme. O juiz até me pediu desculpas. Resultado: no outro dia fui ao médico e levei uma bronca, pois o gesso tava todo torto.

“Hoje velejo na classe Holder (uma embarcação maior), estudo jornalismo e sempre que posso estou em Ilhabela nos finais de semana para treinar e participar de regatas.”

Cinco dicas da Mariana para quem está começando:
    Não ter medo de água;
    Ter garra e força para superar as derrotas;
    Prestar muita atenção nos conselhos dos mais experientes;
    Acatar todas as dicas e oportunidades com todas as forças;
    E, durante as competições se concentrar o tempo todo, principalmente no vento!

Bruna Sales e Vanessa Xavier, agência Casa da Notícia para Bombarco
Com colaboração de Mariana Matheus – atualmente é professora de vela no Yacht Clube de Ilhabela (YCI), no período de férias.