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Exemplo de superação na vela

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Exemplo de superação na vela

Manutenção de Equipamentos 05/12/2009
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O jovem velejador de Optimist, Matheus A. Nunes, 14, de Ilhabela (SP), já pode ser considerado um grande campeão. Quem o vê esbanjando energia no veleiro e nos treinos, nem imagina que, quando criança, ele precisou vencer uma difícil batalha contra a leucemia.

Aos três anos de idade, Matheus foi diagnosticado com leucemia linfóide aguda (LLA), considerado o tipo de câncer mais frequente em crianças. Não precisou de transplante de medula óssea, mas enfrentou cinco anos de tratamento quimioterápico no Instituto Boldrini, em Campinas (SP).

Curado, o jovem tem uma rotina agitada, como qualquer adolescente de sua idade.

Diariamente, à tarde após a escola, o fã de Robert Scheidt e de Amyr Klink dedica-se aos treinos da modalidade. “A vela é fundamental hoje na vida do Matheus, tanto na disciplina quanto na convivência com outras pessoas, na possibilidade de conhecer outros lugares e também de lidar com situações adversas”, relata o pai Gentil Gouveia Nunes Júnior, 33.

A dedicação e o empenho resulta nas boas colocações nas regatas que disputou em 2009: primeiro lugar da classe principiante e segundo no geral da Semana da Vela em São Sebastião; oitavo lugar do campeonato paulista; primeiro lugar na classe principiante e segundo no geral do Circuito Ilhabela de Monotipos, entre outras.

Em 2009, o jovem participou de diversas regatas e obteve ótimos resultados
No final de novembro, o adolescente estreou nas regatas de Hobie Cat 16. No campeonato brasileiro da classe, disputado em Florianópolis, Matheus conquistou o segundo lugar da regata de abertura da competição e o 17º lugar na classificação geral. “A vela também dá a ele chances de poder ter um futuro promissor, de tornar-se um profissional da vela ou um atleta olímpico como os seus ídolos”, acrescenta o pai “coruja”.

O início

A vela entrou na vida de Matheus no final de 2006, na Escolinha de Vela da Prefeitura de Ilhabela. “Ele passava a manhã sem muito que fazer, na rua ou na frente da televisão”, lembra Nunes Junior.

Na época, os treinos eram apenas duas vezes por semana, na parte da manhã, antes da escola.

Atualmente, nos finais de semana, o adolescente também passa os seus conhecimentos ao pequeno Caíque, de cinco anos, filho do seu parceiro das regatas de oceano, Cuca. “Um dia o Cuca apareceu na escola de vela, procurando por alguém que ensinasse o filho. Ele e a esposa Noemia se encantaram com o Matheus e também o apadrinharam”, conta o pai.

Futuro veterinário

Recém aprovado para a oitava série, Matheus já sabe a profissão que quer seguir no futuro. “Ele já tem na ponta da língua que quer ser veterinário por causa das duas cadelas (Sol e Lua), por quem é apaixonado”, diz Nunes Junior.

E qual o sonho deste pequeno campeão? É de um dia sair num barco e dar a volta ao mundo, como o seu ídolo Amyr Klink. Com certeza, o mundo será pequeno para quem um dia já venceu a luta pela vida.

Thassia Ohphata
Fotos: Arquivo pessoal