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Lorena Kreuger- A 3ª geração na fabricação de barcos de madeira

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Lorena Kreuger- A 3ª geração na fabricação de barcos de madeira

Manutenção de Equipamentos 19/03/2014
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Em 2013, Lorena Kreuger, 29 anos, velejou de Natal, no Rio Grande do Norte, até Trindade & Tobago, no Caribe, a bordo do veleiro Vivid e na companhia da amiga e também velejadora Juliana Poncioni Mota. Uma grande aventura motivada pelo desejo de seguir, mais uma vez, os passos do pai. A primeira vez que Lorena navegou pelos mesmos mares que Lars Kreuger foi nos negócios, assumindo o comando do estaleiro Kalmar, empresa da família há 30 anos, depois da morte do pai, em 2008.

Natureza complexa

A jovem cursava o último ano de Design Industrial na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), quando o pai morreu. A mãe, Maria Regina Orofino Kreuger, cuidou dos negócios por um tempo e não pressionou as filhas (Lorena tem uma irmã, Cristina), mas a designer topou o desafio e assumiu o comando do estaleiro. Aproveitou para fazer seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) com o estaleiro como tema e estudou todo o funcionamento da empresa, se preparando para assumir o posto de comando.

Os primeiros meses foram difíceis, apesar de todo preparo. Mas Lorena credita essa dificuldade à natureza complexa do trabalho do Kalmar, estaleiro especializado em marcenaria naval – a construção de barcos de madeira é muito diferente da produção em série de lancha em fibra de vidro: mais artesanal, mais demorada e mais cara.

A empresária pôde contar com a equipe que trabalha há anos no estaleiro e tem um “trabalho praticamente autônomo”, e teve apenas que se acostumar ao papel de líder de pessoas que a conheciam desde criança. “O desafio foi nos manter, vender os projetos que precisamos, implantar coisas novas,” explica Lorena, garantindo que a formação ajudou e ela pôde levar um pouco do que aprendeu para o  Kalmar.

A designer explica que hoje o estaleiro tem um bom sistema de cotação e orçamento, gerenciamento de produção, estratégia e marketing.

E outras novidades que ajudam o Kalmar a pagar as contas, já que o dinheiro dos projetos grandes (construções e reformas de barcos) entra no mesmo ritmo que o projeto anda, são pequenos trabalhos como a linha de pranchas e remos de Stand Up Paddle e de móveis residenciais.

Os frutos da nova linha de móveis devem ser colhidos este ano, acredita Lorena, junto com o que já foi conquistado pelo estaleiro desde os tempos Lars Kreuger até o reinado de Lorena. “Criamos credibilidade, recebemos mais cotações. Tem mais tempo para colher,” afirma a jovem empresária catarinense. “Estamos bem,” completa, explicando que parte da equipe, no momento, trabalha em uma lancha Lobster L35, e parte está na manutenção de outros projetos.

Kalmar

O estaleiro foi fundado em 1982, por Lars Kreuger e seu pai Erik, para a construção, reforma e restauração de barcos de madeira. O nome Kalmar foi escolhido como homenagem ao local de origem da família na Suécia.

A técnica de marcenaria naval trazida por Lars dos Estados Unidos - a madeira laminada, colada e impregnada com resina epóxi é a matéria prima e método cold molded forma um casco leve e resistente - transformou o Kalmar em referência nacional na fabricação de barcos de madeira.

Um dos barcos que passaram pelo estaleiro foi o Froya II, um Bermudan Yawl de 50 pés que já pertenceu à família real norueguesa. O veleiro passou dois anos sendo restaurando e foi lançado de volta ao mar em outubro de 2011.


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Marília Passos para Bombarco
Fotos: Rivo-Biehl/Kalmar