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Luiz Marcelo Teixeira, o Pardal, é um profissional que une a paixão pelo jet ski ao trabalho do dia a dia

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Luiz Marcelo Teixeira, o Pardal, é um profissional que une a paixão pelo jet ski ao trabalho do dia a dia

Manutenção de Equipamentos 23/02/2011
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Trabalhar e ser apaixonado pela profissão que exerce é a receita para o sucesso profissional e uma boa qualidade de vida.

Luiz Marcelo Teixeira, o Pardal, é o exemplo de pessoa que sabe unir muito bem as duas coisas. A paixão pelo jet ski e a profissão. Desde 1986, Pardal, carrega o jet ski não só como profissão – ele é mecânico, especializado em moto aquática – mas também como esporte predileto. E entre a dedicação e a adrenalina, Pardal assumiu, recentemente, a presidência da Associação Brasileira de Jet Ski (BJSA).

Resgate no Guarujá


“Foi no dia 31 de dezembro de 1995, eu era o responsável pela oficina da extinta Marina Guarujet, ponto de encontro dos aficionados por jet, o verdadeiro centro do jet ski no País.

O dia estava maravilhoso, muito sol, ventava pouco. No cair da tarde, por volta das 18 horas – estávamos no horário de verão –, um casal de jovens pediu um jet Sea Doo, na época um SPX, a um amigo e foram brincar no mar.

Uma hora se passou e nada do casal ser avistados. A tarde já ia acabando quando começou uma agitação entre as pessoas na praia. As famílias estavam desesperadas. A Marina chamou os bombeiros, avisou a Marinha e foram vários jets e barcos para o mar em busca dos desaparecidos.

Anoitecia, quando uma lancha avistou o jet a mais de 12 milhas da costa, levado pela corrente, o jet estava no meio da rota dos navios. Mas só o equipamento estava lá. Onde estavam os dois ocupantes?
Caiu a noite, todos já estavam ansiosos para a noite de Reveillon. Só que as buscas não poderiam parar. Galera na água, apitos, faroletes. Já eram nove horas da noite, quando os dois foram encontrados na ilha das Cabras, enfrente à praia da Enseada, no Guarujá.

O casal estava com escoriações devido aos mariscos das pedras da ilha, supercansados e com frio. Todo o problema aconteceu, pois acabou o combustível da moto aquática em alto mar. Um deles disse então que resolveram abandonar o jet e sair nadando para a costa.

Sabemos que encontrar uma ou duas pessoas no mar, sozinhas, sem bote, barco ou jet, é muito difícil.

Portanto, ficou uma lição a todos: só se abandona o barco quando não há mais condições de flutuabilidade, pois ele servirá de apoio aos náufragos e ao mesmo tempo servirá de alvo para ser localizado”.

Bruna Sales para Bombarco
Foto: divulgação