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Marco Del Porto: mais que um velejador, um aventureiro

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Marco Del Porto: mais que um velejador, um aventureiro

Manutenção de Equipamentos 06/12/2010
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Marco Antônio Del Porto é um amante do mar. Sua história com a vela começou no ano de 2000 e tem muitos episódios inesquecíveis. O capitão de barco é um aventureiro, e inclusive, já velejou junto à tão conhecida família Schurmann, que já realizou duas voltas ao mundo:

“Em 2007, trabalhei na reforma do barco dos Schurmann, no Guarujá. De lá, partimos para o litoral de Santa Catarina, contornamos toda a costa brasileira até chegar a Fernando de Noronha para participar da Regata Recife-Fernando de Noronha (Refeno). Garantimos a primeira colocação na categoria Barco de Aço. Foi uma experiência incrível”, lembra Del Porto.

Após a aventura com os Schurmann, Marco embarcou em uma viagem pelo mundo ao lado do amigo de infância Marcelo Vicente. A viagem durou cerca de dois anos num trajeto da Turquia até o Rio de Janeiro. Nesse período, Marco revela ter protagonizado histórias inesquecíveis e de superação a bordo do veleiro Catamarã, 74.5 pés.

A tempestade no Mar Mediterrâneo

“Em setembro do ano passado, eu e meu amigo de infância Marcelo Vicente estávamos navegando da Isola Vulcano (Sicilia) rumo Palma de Mallorca (Espanha). No meio do caminho encontra-se a Ilha Sardenha (Itália). Faltando 60 milhas para cruzarmos a Ilha Sardenha fomos surpreendidos por uma forte tempestade de noroeste (NW).

A primeira atitude foi nos agasalhar e depois descer as velas para não ter perigo do forte vento de 60 nós derrubar nosso mastro.

Não tínhamos escapatória a não ser continuar navegando contra a tempestade, pois a Ilha Sardenha era o abrigo mais próximo.

Foram as 60 milhas mais demoradas da minha vida. Um trajeto em que o barco estava acostumado a navegar em sete horas, fez em 15. As ondas estavam grandes, mas as enfrentamos bravamente.

O alívio foi total quando chegamos a um abrigo ao Sul da Sardenha, chamado Capo Malfatano (38°53'26.93"N 8°48'18.30"E).

Acredito que não existe melhor sensação do que poder descansar em águas calmas após algumas horas de mar bravo. É uma sensação indescritível.

Depois de uma boa macarronada comemoramos a vitória contra as ondas gigantes e fortes e descansamos boas horas.

A tempestade ainda continuou por dois dias e foi manchete de jornais e revistas da Europa como uma das tempestades mais fortes e devastadoras do ano.

Por isso, em situações como essa o conselho é: PARE, PENSE E AJA.

  • Pare: Analise a situação e os caminhos que você pode seguir;
  • Pense: Lembre dos seus treinamentos e de sua capacidade. Não esqueça de suas limitações e lembre-se dos riscos que você poderá enfrentar;
  • Aja : Coloque tudo em prática e faça com muita atenção.

 

Em situações de emergência, essas três palavras são muito eficientes, e são as que uso no meu dia a dia”.

Bruna Sales para Bombarco