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Thomas Buckup parece ter a vela no DNA

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Thomas Buckup parece ter a vela no DNA

Manutenção de Equipamentos 16/08/2011
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Thomas Buckup é um velejador nato que dedica todo o seu tempo a vela. Além de ser professor de vela nas Marinas Nacionais, no Guarujá, também divide seu tempo exercendo a função de trimmer no famoso veleiro Touché Super, do comandante Ernesto Breda.

Thomas faz parte da Família Buckup, família tradicional da vela brasileira, que, inclusive, já conquistou muito títulos importantes na classe Lightning.

Habituado a participar de grandes competições a bordo do Touché Super, Buckup, também é responsável pelo transporte do veleiro por via marítima para os diversos locais de regatas:

“O transporte mais longo que já fiz foi levar o barco com mais três companheiros apenas (em regatas a tripulação do barco é de 13 pessoas) para Buenos Aires, com paradas em Rio Grande, Porto Alegre, novamente Rio Grande e Punta Del Leste”, lembra.

Para ele ser membro da tripulação de um veleiro campeão como o Touché Super é um orgulho:

“O Touché Super é um barco vencedor, que já foi campeão brasileiro e sul-americano de oceano e, em julho deste ano, bicampeão da Rolex Ilhabela Sailing Week na classe ORC Internacional, concorrendo com mais de 40 outros barcos de diversos tamanhos”, comenta.

Sem estratégia não há vitória

“Sempre fui um participante assíduo da Semana de Vela de Ilhabela (hoje Rolex Ilhabela Sailing Week) e na maioria das vezes consegui conquistar boas colocações, inclusive, fazendo parte de outras tripulações. Mas, nem sempre a vitória foi alcançada. Já sofri algumas derrotas amargas e que me ensinaram muita coisa.

Numa dessas ocasiões, entramos na última regata da Semana de Vela com uma vantagem de três pontos à frente de dois adversários que seriam os únicos que poderiam nos roubar o título. Entramos na regata sem uma estratégia específica, apenas pretendendo fazer o "feijão com arroz".

Entretanto, no momento da largada, um destes adversários postulantes ao título, com um barco maior que o nosso, através de uma estratégia agressiva, nos cobriu na largada, deixando-nos espremidos entre outros barcos menores e nos obrigando a seguir para um lado desfavorável. Dessa forma perdemos muito tempo e passamos o resto da regata correndo atrás do prejuízo.

Muito embora tivéssemos pensado que aquilo poderia ocorrer, não havíamos nos preparado adequadamente para reagir a esse tipo de situação.

Por outro lado como o nosso adversário tinha um barco maior, ele se desvencilhou rapidamente do pelotão e, em pouco tempo, conseguiu velejar livre, para, ao final da regata vencê-la e ganhar o título pelo critério de desempate. Este adversário arriscou tudo para nos "marcar", inclusive entregar o campeonato para o outro adversário que tinha chances, mas acabou se dando bem. E nós? Bem!

Além da frustração, apreendemos que nunca devemos entrar numa regata sem uma estratégia específica para cada situação, achando que a vitória virá naturalmente. Numa competição deste nível, jamais deve-se subestimar o poder dos adversários em explorar todos os recursos (legais e válidos) para vencer. Deve-se estudá-los em detalhes e se preparar para contra-atacar.

Fica a lição de que, se preparar adequadamente para uma situação futura, em regatas, ou mesmo a passeio, sobretudo no mar, é fundamental para um final feliz.

Dois anos depois vencíamos a Semana de Vela de Ilhabela, por antecipação. A nossa vantagem era tão ampla que nem precisamos velejar a última regata”.

Bruna Sales, para Bombarco
Foto:
Divulgação