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Tomás Ko Freitag, proprietário do estaleiro Cimitarra, está sempre “antenado” às novidades do mercado náutico

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Tomás Ko Freitag, proprietário do estaleiro Cimitarra, está sempre “antenado” às novidades do mercado náutico

Manutenção de Equipamentos 25/07/2012
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Apesar de ter uma família envolvida com outros tipos de negócios, Tomás Ko Freitag, proprietário do estaleiro Cimitarra, não quis seguir pelos mesmos caminhos dos familiares. Por causa da sua paixão por andar de lanchas, Tomás resolveu trilhar um caminho até então desconhecido para ele: o de vender barcos. “Comecei comprando barcos de uma marca chamada Diamar, que era fabricada no Recife. Eu terminava de montá-las e as revendia aqui no Rio Grande do Sul”, conta.

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Dessa atividade, na época autônoma, surgiu anos mais tarde, mais especificamente em 1999, o estaleiro Cimitarra, localizado na cidade de Vera Cruz, a 150 quilômetros de Porto Alegre. “Começamos fabricando modelos de 25 pés”, lembra Tomás. Segundo o empresário, o nome do estaleiro surgiu de uma simpatia que ele sentia pelo tipo de uma faca oriental que leva o mesmo nome. “Sempre gostei dessa palavra. Por isso fiz o registro dele e o escolhi para ser o nome da minha empresa”, explica.

De lá para cá, a empresa que atualmente conta com nove mil metros quadrados, já produziu 1.273 barcos, uma média de oito por semana, segundo pontua o dono. “O menor que fazemos é o de 34 pés e o maior é de 50. Mas já estamos começando a produzir um modelo de 68 pés que será apresentado no Rio Boat Show do ano que vem”, avisa.

Aliás, lançar lanchas novas é a principal motivação de Tomás, que também já prepara novidades para próximo São Paulo Boat Show, agendado para acontecer de 28 de setembro ao dia 03 de outubro deste ano. “Apresentaremos uma nova linha de luxo muito mais sofisticada e com um design diferente. Serão dois modelos, um de 54 pés e outro de 44, que passarão a ser construídos aqui”, adianta Tomás, que completa “Trata-se dos últimos lançamentos na Europa. As novas lanchas terão estofamento em couro e cozinha importada”. Para atender essa nova demanda do estaleiro, quatro profissionais estão chegando da Itália em agosto para ajudar com esses novos modelos.

“O lugar que eu mais curto no estaleiro é a parte de novos projetos”, revela Tomás. E para se manter sempre por dentro do que aparece de novo no mercado, ele conta que busca referências em países do exterior, como a Suécia, Finlândia e Itália, onde as empresas conseguem aliar um design diferente com novas tecnologias em suas embarcações. “Sempre viajo muito. Gosto de participar de salões náuticos que acontecem lá fora, como o de Miami e o de Gênova, para me atualizar”, comenta. [Confira fotos e vídeo do Miami Boat Show registradas pelas lentes do Bombarco]

Além de ideias, o empresário também traz da Europa os projetos que são executados em sua fábrica. “Os projetos das nossas lanchas vem da Suécia”, explica. Para Tomás, o diferencial dos modelos do estaleiro está no tamanho. “São barcos grandes. Por exemplo, uma lancha de 34 pés na verdade tem o tamanho de 38, isso porque não fazemos a medição pelo nível, e sim pelo toque com a água. São lanchas espaçosas, econômicas, com navegação boa e que custam, em média, 30% a 40% a menos que os modelos da concorrência”, afirma.

E, ao contrário do que aconteceu quando começou no ramo, quando trabalhava sozinho, hoje Tomás conta com dois reforços de “peso” na empresa. “Minhas duas filhas, a Marthina e a Anna Beatriz trabalham no estaleiro comigo”.

Para ele, estar à frente de um dos principais estaleiros do Brasil “é uma vitória. É um nome que a Cimitarra construiu ao longo dos últimos anos. É preciso uma equipe muita unida para fazer tudo isso”, conclui.


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Juliana Barbosa para Bombarco
Foto: Arquivo pessoal