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Como se livrar das bolhas (osmose) no casco da sua lancha?

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Como se livrar das bolhas (osmose) no casco da sua lancha?

Mercado 17/08/2009
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Um dos maiores e mais freqüentes problemas em lanchas construídos em fibra de vidro é a osmose, ou formação de bolhas. Isso acontece porque o gelcoat externo das embarcações possui um determinado grau de permeabilidade e após algum tempo de uso, ele pode perder suas propriedades.

As partículas de água em contato com a camada externa do gelcoat da lancha tentam atravessar essa barreira e conseguem chegar até as primeiras camadas de fibra de vidro do casco, começando assim um processo químico chamado hidrólise, onde a água começa a quebrar a cadeia molecular da resina. Neste processo, existe a formação de resíduos que, sujeitos a pressão osmótica, produzem bolhas na face externa do casco.

As bolhas geradas pela osmose podem ser quase imperceptíveis, do tamanho de uma cabeça de alfinete e até do tamanho de uma bola de pingue-pongue. O local onde elas geralmente aparecem é no fundo do barco ou em lugares onde o gelcoat se encontra constantemente em contato com a água.

Embora a osmose comece como um problema estético, um casco afetado pela porosidade progressiva da camada de gelcoat pode perder até 30% da sua resistência. Embora a maioria das pessoas saiba que na fase inicial da osmose, o problema é mais visual do que estrutural, o barco acaba se desvalorizando.

Uma das dúvidas mais freqüentes é quando estas bolhas podem aparecer em um casco, mas isso depende da qualidade dos produtos utilizados na laminação. A osmose pode levar vinte anos ou apenas dois para aparecer. O que podemos afirmar é que se os produtos usados forem de qualidade duvidosa, existe uma grande certeza que elas aparecerão logo.

Hoje, muitos produtos utilizados na fabricação de um barco, como os materiais de laminação, têm sofrido grande pressão em termos de custo e em busca por soluções mais econômicas. Muitas resinas utilizadas para uso industrial acabam sendo usadas para a laminação de barcos, que estão constantemente sujeitos a ação de intempéries.


A melhor maneira de evitar que a osmose ocorra é usar um revestimento a base de resina epoxy. Há uma série de produtos específicos, mas, no entanto, qualquer resina básica (sem diluente), pode fazer o trabalho.

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Daí em diante é só seguir estes passos:


1 - Raspe todo o casco com uma espátula. Se possível, inicie o trabalho imediatamente após ter retirado o barco da água, por que tudo que estiver preso no casco vai ser removido mais facilmente. Deixe o barco secar por uns dois dias.

2 - Remova toda a superfície da tinta de fundo e do gelcoat contaminado abaixo da linha d’água usando uma lixadeira. Vá com cuidado para não ferir as camadas de fibra de vidro ou deixar “buracos” na superfície do fundo. Use uma lixa não muito grossa e se possível acoplada a uma base flexível para não cortar o casco. A remoção do gelcoat contaminado acelerará o processo de secagem do laminado.

3 - Lave o casco com água doce e sabão neutro e espere secar por, no mínimo, quatro semanas. O processo de secagem pode durar até doze semanas dependendo do grau de contaminação do laminado. Nesta fase não adianta ter pressa, pois para prosseguir o reparo, o laminado precisa ficar completamente seco antes de continuar a operação. Em lugares muito úmidos, convém instalar uma tenda plástica que cubra toda a área afetada do casco e até mesmo colocar um aquecedor ou desumidificador debaixo da tenda. A garantia do sucesso do reparo estará diretamente ligada ao grau de secagem do casco. Mantenha o interior do barco completamente seco e ventilado. Isto vai ajudar no processo de secagem.

Depois que o casco estiver seco, lixe agora o fundo com uma lixa de mão para remover qualquer possível contaminação que possa ter ficado no laminado durante o tempo que ele esteve secando.  Passe um pano seco ou um aspirador para remover todo o pó da superfície e aplique duas ou três camadas de resina epoxy, com aproximadamente 0.25 milímetros de espessura cada, cumprindo rigorosamente o intervalo de aplicação de 4 horas entre cada pintura.

4 - Depois de ter impermeabilizado o casco, lixe ligeiramente o local e aplique duas camadas de primer epoxy e em seguida a tinta de fundo.

Quem já passou por problema semelhante, ou mesmo teve que amargar a reincidência da osmose no seu querido barco, sabe que existe algumas formas de evitar o problema na hora de comprar ou construir um barco novo.

A melhor barreira química contra bolhas no casco tem sido o uso de laminados construídos com resinas estervinílicas. Assim, a probabilidade de se encontrar bolhas em cascos laminados com gelcoat isoftálico e resina estervinílica é muito menor que as outras combinações. E o melhor: para se construir uma proteção com resina estervinílica em um barco de 40 pés o custo é realmente muito baixo. Ou seja, não vale à pena economizar.

Materiais necessários para o reparo da osmose


- espátula de metal
- lixadeira
- resina EPOXY (recomendada)
- luvas descartáveis
- thinner para limpeza
- palito para mexer a resina
- copo graduado ou balança em casos de grandes reparos.

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Redação Bombarco