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De olho em Miami

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De olho em Miami

Mercado 26/03/2015
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O mercado náutico brasileiro é muito influenciado pelo mercado norte-americano, tanto pela proximidade geográfica quanto pela forte presença de marcas estadounidenses de barcos e acessórios no Brasil. Em fevereiro, visitamos o Miami International Boat Show, o maior salão náutico do mundo, e com o início do Rio Boat Show 2015 nesta quinta-feira, não podemos deixar de falar das diferenças entre os eventos náuticos americanos e brasileiro e de quanto podemos aprender com nossos vizinhos.

Incentivo
Organizado pela Associação Nacional dos Fabricantes Náuticos dos Estados Unidos (NMMA), o Miami Boat Show, mais do que um salão para apresentar as novidades em lanchas, veleiros, jet skis e acessórios náuticos, é um evento para movimentar e desenvolver o mercado. Andando pelo evento, somo impactados o tempo todo por campanhas como a Discovery Boating, um programa focado em aumentar a participação e criar interesse em navegação de lazer através da demonstração de benefícios e acessibilidade do estilo de vida náutico.

Vale notar que os Estados Unidos já têm 12 milhões de barcos registrados, o que equivale a um barco para cada 26 pessoas. E mesmo em tempos economicamente instáveis, a navegação de lazer no país é uma indústria de U$ 37 bilhões, criando mais de 300 mil empregos e apoiando 35 mil negócios.

Aqui no Brasil mal passamos as 70 mil embarcações a partir de 16 pés, sem dados concretos sobre a influência do setor náutico na economia ou incentivo efetivo para que esse número aumente.

Estrutura
A mega estrutura do salão de Miami é outro ponto que salta aos olhos, especialmente quando vemos o grau de organização aplicado. O Miami Boat Show acontece em três locais diferentes de Miami - Miami Beach Convention Center, Sea Isle Marina e Miamarina em Bayside - e podemos circular por todos eles contando com o transporte terrestre e aquático oferecido pelo própria evento.

Além disso, um quarto local é palco do Miami Yacht & Brokerage Show, feira náutica dedicada a iates novos e seminovas, organizada pela Show Management, também responsável pelo Fort Lauderdale International Boat Show.

Andar por Miami durante a semana dos salões náuticos é ver uma cidade com seu potencial náutico verdadeiramente aproveitado, uma cidade e um país que vive a náutica da melhor forma possível.

Números
O pontencial brasileiro também não é pequeno, mas não recebe um investimento a sua altura. Enquanto o Miami Boat Show 2015 reuniu mais de 96 mil visitantes, duas mil empresas em exposição, e três mil barcos, nosso maior salão fica na faixa dos 30 a 40 mil visitantes, com 120 expositores e 200 barcos em exposição.

Comparar dados do Miami Boat Show, que completa 75 anos em 2016, com os nossos São Paulo e Rio Boat Show, que mal atingiram a maioridade, pode parecer injusto, mas nos dá uma ideia de quão grandes podemos nos tornar se investirmos no nosso tão aclamada e sub-aproveitado potencial náutico.

Somos jovens na navegação, mas, para amadurecermos e nos transformamos em um forte país náutico, precisamos de um trabalho em conjunto nas esferas públicas e privadas.

Redação Bombarco
Foto:Bombarco