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Embarcando na história dos barcos

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Embarcando na história dos barcos

Mercado 06/09/2011
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Tudo começou no final da Pré-história quando surgiam as primeiras atividades agropecuárias da Idade Média. A produção em alta escala ocasionou um excedente de produção, que precisava ser distribuído não só por via terrestre como também pelos grandes rios, como por exemplo, o Rio Nilo.

Surgia, a partir de então, os primeiros barcos, as caravelas (1.255) – principal transporte de produção da época e personagem central do comércio fluvial, principalmente nos países como Índia, China e Egito.

No mar Mediterrâneo, os fenícios, a bordo de suas gales – veículo movido a velas e rmose – dominavam o comércio marítimo na região, influenciando todos os povos da Antiguidade com sua cultura, organizando o alfabeto para facilitar a comunicação e divulgando seus produtos, além de abrir espaço para novas atividades comerciais.

Pelo mar eram exportados produtos como o cedro, azeite, vinhos e o múrex (molusco de onde se extraía a púrpura, cor muito rara na época), além de ferro, estanho, ouro, prata, lã e marfim – produtos importados. Grande parte da produção circulava em mão dupla entre o extremo Oriente e o Ocidente.

No final da Idade Média, os portugueses aderiram à arte da navegação comercial a bordo das caravelas, desbravando novos continentes e aperfeiçoando os seus meios de transportes.

Na década de 1.800 os barcos a vapor surgiam no cenário marítimo. A invenção do motor a vapor por James Watt propiciou o sonho de mover grandes embarcações sem depender dos ventos, sonho esse, realizado pelo americano Robert Fulton com o barco a vapor chamado de Clermont, construído com rodas de água laterais propelidas por um motor de Boulton e Watt. Em setembro de 1803, o Clermont navegou pela primeira vez levando passageiros ao longo do rio Hudson. O Clermont navegava de Nova Iorque a Albany, com um pouco mais de oito quilômetros por hora e com total segurança.

As embarcações se aperfeiçoaram com o passar do tempo e com a invenção do motor a diesel pelo engenheiro alemão Rudolf Diesel, em fevereiro de 1893, uma variedade de barcos começaram a ser construídos. Barcos para pesca, passeios e até mesmo para prática de esportes, que, inclusive, é o motivo de conquista de muitos títulos olímpicos e mundiais para o País.

Pesca, passeio ou prática de esporte?

Com a tecnologia as embarcações ganharam novas adaptações, proporcionando mais conforto e segurança aos proprietários. E, para agradar todo o tipo de consumidor, os estaleiros se empenham para oferecer barcos que atendam a necessidade de cada cliente, sendo ele um pescador, empresário ou atleta.

Segundo o consultor de Vendas da Regatta Yatchs, César Rocha, para quem gosta de pescar os barcos mais recomendados são do tipo utility boat ou center console:

“Os barcos mais utilizados para pesca são os maiores que 32 pés, embora os barcos menores sejam muito utilizados para pescarias costeiras e de curto deslocamento”, revela Rocha, que indica os modelos da linha do estaleiro Fishing, localizado na cidade de Embú, interior de São Paulo.

Já os barcos para passeio costumam se dividir em duas categorias de acordo com o consultor de Vendas da Regatta:

“Barcos de até 36 pés, que oferecem conforto para passeios diurnos e eventuais pernoites; e barcos a partir de 40 pés, embarcações que já oferecem mais conforto com grande espaço interno e acomodações”, explica.

Os esportes aquáticos também pedem embarcações especiais. Os barcos mais utilizados são os de pequeno porte, que facilitam manobras e possuem visual diferenciado:

“Esses barcos podem variar de 20 a 24 pés e costumam ter motores bem potentes e sistema de áudio de grande alcance. Eles oferecem ainda suportes para pranchas de wakeboard e esqui aquático além de torres e targas específicas que são usadas para puxar o atleta”, finaliza César Rocha.

Bruna Sales para Bombarco
Foto: Banco de Dados