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Lojas náuticas, marinas e estaleiros apostam em novas tecnologias para ganhar destaque no mercado

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Lojas náuticas, marinas e estaleiros apostam em novas tecnologias para ganhar destaque no mercado

Mercado 21/09/2011
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Empreendimentos náuticos têm apostado cada vez mais em produtos, serviços e novas tecnologias para acompanhar o crescimento do segmento náutico no Brasil, que segundo a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar) cresce 10% ao ano e só em 2010 foram produzidos 4,7 mil barcos no Brasil.

Produtos ecologicamente corretos, equipamentos com novas tecnologias e programas de última geração têm revolucionado o mercado e impressionado os consumidores. De acordo com a revista de economia americana Forbes, o Brasil vive um bom momento econômico, especialmente a população da classe média, que tem se tornado grande consumidora do segmento, aumentando, assim, o número de vendas de barcos e produtos náuticos.

A Protect Boat, fornecedora de produtos náuticos para as principais lojas do segmento, de olho nesse crescimento, apostou, recentemente na criação de um silicone ecológico para embarcações. Ao contrário do silicone convencional fabricado a base de solvente, o silicone ecológico é feito a base de água e pode ser utilizado em todas as partes do barco, desde motor até assentos e casco, sempre após a limpeza. Segundo Peterson Simões das Neves, da Protect Boat, o produto além de ser uma inovação no mercado é uma referência em produtos ecologicamente correto:

“É o primeiro silicone no mercado que tem água como base. Além de poder ser usado em toda embarcação não oferece risco a saúde por não ser inflamável”, explica.

A Schaefer Yachts também tem apostado em novas tecnologias para garantir cada vez mais qualidade nas suas embarcações. O estaleiro catarinense, desde 2010, conta com uma máquina fresadora computadorizada, a quinta maior do mundo, que corta os moldes em um sistema totalmente informatizado, à prova de erros. Agora os moldes para os novos projetos são feitos com este equipamento, situado no Centro de Design da indústria, em Biguaçu, na Grande Florianópolis. A fresadora reproduz exatamente o que foi projetado, reduzindo drasticamente o tempo de confecção dos moldes.

Com a expansão do mercado e a busca por melhorias e inovações, as marinas também estão de olho nas novas tecnologias. Segundo José Rosales Regueira, diretor geral da espanhola Alfer Metal, que atua há mais de duas décadas na construção de marinas e portos ecologicamente corretos, principalmente, na Europa e na África, as marinas e yachts clubes brasileiros têm procurado empresas especializadas em construção de marinas para modernizar sua estrutura:

“No Brasil a técnica de construção de marinas é ainda bastante precária comparada com a dos países desenvolvidos. É por esse motivo que nos últimos meses, muitos iates clubes brasileiros têm procurado um assessoramento para modernizar e encorpar suas estruturas. A nossa mais nova tecnologia é o píer flutuante, que tem uma instalação rápida e prática. Constituído por estruturas de borrachas fixadas no fundo do mar, o mecanismo além de oferecer maior elasticidade ao píer, é um sistema que respeita a fauna marinha” revela o diretor geral.

Os píeres (passarela de atracagem de barcos) também podem ser construídos a base de aço, alumínio, madeira ou concreto e têm a função de atenuar as ondas para facilitar a parada da embarcação.

De acordo com Mario Bandeira, sócio diretor da MWB Pesquisa, Planejamento e Assessoriae diretor técnico da M3 Marinas, no Brasil existem muitas empresas especializadas neste tipo de serviço, com capacidade para a construção de píeres que chegam até 70 toneladas e atendem embarcações de grande porte.

“Apesar de no Brasil não existir empresas especializadas na construção de píeres maiores para embarcações grandes, os píeres de 60 a 70 toneladas conseguem suprir essa necessidade”, esclarece.

Bruna Sales para Bombarco
Foto: Divulgação / Alfer Metal