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Manutenção preventiva de motores

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Manutenção preventiva de motores

Mercado 28/09/2009
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Possuir um barco significa também ter cuidados na manutenção, principalmente no motor. Os procedimentos da revisão preventiva são simples, e, se executados corretamente prolongam a vida útil da embarcação e evita despesas futuras de manutenção.

Todos os motores devem passar por manutenções em períodos determinados pelos fabricantes. Quem explica isso é o especialista em mecânica náutica, Antônio Nogueira Abrantes Neto. Profissional há mais de 14 anos, Neto afirma que, por causa da tecnologia empregada na fabricação dos equipamentos, a periodicidade das manutenções pode variar muito. Se antigamente, todo motor passava por um período de “amaciamento” para as peças pudessem se desgastar e acomodar umas às outras, hoje, com o avanço das técnicas de produção, tal processo tornou-se desnecessário, segundo o mecânico. “Isso influencia no desgaste que o motor sofre durante o funcionamento e, consequentemente, hoje, um motor pode trabalhar mais tempo entre uma troca de óleo e outra do que um motor de cinco anos atrás”, afirma.

O mecânico recomenda também que as revisões preventivas sejam sempre feitas com um mecânico de confiança. “Além do risco de vida a todos, você terá o custo do reboque e ainda terá que trocar a peça danificada e outras em torno dela. Ou seja, aquele dinheiro que você não queria gastar, terá que gastar muito mais”, justifica ele, que também reforça a importância do profissional interessado em ingressar no ramo náutico a buscar se especializar nessa área.

Itens
A verificação dos itens dependerá do tipo de revisão a ser realizada. Pode ser nas primeiras 10, 50 ou 100 horas, ou em alguns casos nos seis primeiros meses de uso. Correias, óleo do motor, filtros, bomba injetora, bicos injetores, carburador, platinados, velas, rolamentos, e esticadores de correias, bomba d'agua, rotor da bomba d'agua, anodos, colméia do trocador de calor, alternadores, óleo de rabeta, anodos da rabeta, óleo dos reversores, estado geral da mufla, coxins, entre outros, são os itens verificados e que servem para os vários tipos de motores, diesel, gasolina, velhos ou novos, conforme explica Neto.

Periodicidade
O usuário também precisa sempre saber é o tempo de uso do barco, desde a última revisão. Segundo Aristides Nicolau Abramides, da Marimar Assessoria e Comércio Ltda., a partir dessa informação será possível saber que tipo de revisão deve ser realizado, os serviços e peças que serão utilizadas e também o valor a ser gasto.

Membro da Associação Brasileira dos Distribuidores Volvo Penta (Abrapenta), Abramides recomenda também que as manutenções preventivas dos motores da marca sejam sempre feitas a cada seis meses, independente das horas que o motor do barco foi utilizado nesse período. “O mar, apesar da sua beleza, é um ambiente hostil, ou seja, na peças fabricadas com borracha e metal, sua ação é devastadora”, justifica.

Aliado ao clima úmido do Brasil, mesmo que o barco não tenha saído do hangar ou então o motor não tenha sido ligado, os componentes deste sofrem uma “fadiga natural” e precisam ser trocados. Neste caso, correias, rotores, filtros e até mesmo algumas mangueiras precisam ser trocados. “É imperativo que você faça a revisão preventiva do motor com a periodicidade recomendada pela fábrica”, recomenda Abramides.

Thassia Ohphata