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Motores dois e quatro tempos dos jet skis

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Motores dois e quatro tempos dos jet skis

Mercado 19/10/2009
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Exatamente como um cortador de grama ou carro, um jet ski funciona com motores de dois tempos ou de quatro tempos.

Pouco a pouco, o mercado das motos aquáticas começa a ser dominado por modelos equipados com motores quatro tempos. “A tendência é ocorrer o mesmo que vem ocorrendo com as motos, cujos motores de dois tempos já estão sendo substituídos pelos de quatro tempos”, explica Giani Luisi, do departamento de vendas da Pica Pau Racing, revenda autorizada da Kawasaki na capital paulista. Segundo ele, desde 2005 e 2006, grande parte dos modelos produzidos pela marca passaram a ser equipados com motores quatro tempos.

Normalmente providos com quatro cilindros, os motores quatro tempos não necessitam de injeção de óleo para a lubrificação do motor, o que não ocorre no motor de dois tempos.

Seguindo as recomendações do fabricante e também rigorosamente o plano de manutenções do equipamento, especialistas afirmam que os motores quatro tempos podem ter vida útil de até 1.800 horas. Já os de dois tempos, a vida seria de apenas 400 horas.

Outra vantagem para aqueles que navegam em águas salgadas, é o fato desse tipo de motor não precisar ser “adoçado”. Por possuir um sistema de refrigeração semelhante de um carro, o circuito é fechado, ou seja, a água externa não é captada.

O sistema de injeção eletrônica também garante um desempenho melhor e economia no combustível. Além disso, em época de consciência ambiental, emitem menos poluentes ao ambiente.

No entanto, um dos pontos negativos das motos aquáticas equipadas com esse tipo de motor é o valor da manutenção e também das peças, bem mais elevados se comparados com os motores de dois tempos. Além disso, por utilizarem peças mais sofisticadas, os jets equipados com esse tipo de motor requerem assistência técnica especializada.

As motos aquáticas equipadas com motores quatro tempos também são mais caras. Mas, devido à procura e a substituição gradativa das fábricas por motores desse tipo, a tendência é dos preços ficarem mais baixos.

Dois tempos

Por causa do custo mais acessível e a facilidade de manutenção, os motores de dois tempos ainda são bastante procurados no país.

Até meados de 2003, esse tipo de motor equipava a maioria dos jet ski. Hoje é utilizado, principalmente, em motos aquáticas esportivas, por serem menores e mais leves do que os motores quatro tempos com potência equivalente.

Por possuírem menos peças, a mecânica desse tipo de motor é mais simples e barata. As peças também são mais acessíveis e fáceis de serem encontradas em caso de quebra.

No caso dos dois tempos, os motores são equipados com carburadores, que requerem uma limpeza periódica da peça. “Além disso, é preciso afiná-lo, caso fique muito parado também é preciso desmontar para fazer a limpeza. Já o de quatro tempos não é necessário fazer tudo isso”, compara Luisi do departamento de vendas da Pica Pau Racing.

Verificações e cuidados importantes

Nos motores quatro tempos também é importante sempre ficar atento à oxidação do motor. Se a parte interna do motor estiver oxidada, provavelmente, a parte externa do motor também estará enferrujada.

A ferrugem é um abrasivo e provoca um desgaste prematuro das peças internas, bielas e rolamentos, o que pode levar o motor a uma quebra precoce. Nesse caso, os motores quatro tempos são mais suscetíveis a ferrugem interna pelo fato de estarem banhados em óleo. No caso dos dois tempos, o óleo queima junto com a gasolina e essa oxidação é eliminada.

Ao ligar, o motor de dois tempos emite o barulho de um pequeno “grilo” – conhecida também como “batida de saia”. Isso é normal, por causa do desgaste dos pistões. Já nos motores quatro tempos, é importante verificar a queima de óleo, onde não pode ser expelido muito óleo.

Thassia Ohphata