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“Nós precisamos estar juntos para criar força dentro do segmento náutico,” afirma CEO da Azimut do Brasil

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“Nós precisamos estar juntos para criar força dentro do segmento náutico,” afirma CEO da Azimut do Brasil

Mercado 28/05/2013
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Com 12 anos de experiência em gerência de projetos estrangeiros no Brasil , o italiano Davide Breviglieri enfrenta um novo desafio: consolidar a marca Azimut no país e, seguindo os planos do grupo Azimut-Benetti, ajudar no desenvolvimento do mercado náutico brasileiro. E, apesar de esse ser seu primeiro trabalho no setor  náutico, o CEO da Azimut do Brasil está confiante que seu know-how de dinâmicas comuns nos negócios entre Itália e Brasil é o que a empresa precisa e já começou a implementar algumas ferramentas de gestão na Azimut.

O CEO explica que quer consolidar uma série de pontos neste terceiro ano da Azimut no país, sendo um deles a ampliação da carteira de produtos brasileiros. A fábrica, que no momento está numa área alugada em Itajaí, Santa Catarina, já produz quatro modelos de barcos. Começou com a Azimut 43 e a Azimut 60 e, recentemente, começou a fabricar as Azimut 48 e Azimut 70. Ele destaca que não apenas o número de modelos aumentou, mas também a complexidade dos projetos. Os próximos dois modelos que serão fabricados por aqui devem ser produzidos logo.

Outra meta da Azimut é chegar rapidamente a 50 barcos fabricados por ano e, nos próximos três anos, chegar a 100, o que deve ser alcançado com a construção da fábrica própria, que o CEO espera que comece a tomar forma ainda em 2013. O projeto também será em Itajaí e aguarda o licenciamento ambiental para ser iniciado. Com o estaleiro pronto, o grupo começará a imaginar a Azmiut do Brasil como polo de fabricação da América Latina, um mercado muito importante para a Azimut, mas que hoje é atendido pela produção italiana.

Mais um esforço da empresa será a qualificação de pessoas, para que o crescimento seja consolidado. Breviglieri destaca a qualificação de mão-de-obra (chão de fábrica), de fornecedores (o produto nacional ainda deixa a desejar em relação ao importado), e aspectos do próprio mercado, “como, por exemplo, a gestão de barcos dentro da água, entrega de barcos, assistência técnica... São todos elementos que queremos consolidar neste terceiro ano,” afirma o CEO. “Tivemos inclusive algumas redefinições no modelo de distribuição, esse foi um elemento que causou, no último ano, alguns transtornos para nós e que nos indiciou a necessidade de uma aproximação maior com o cliente,” revela.

(I)maturidade do mercado brasileiro

“Eu acredito que o mercado está tentando definir o próprio tamanho, dentro das restrições, dos problemas que vai enfrentando, de infraestrutura, por exemplo. A escassez de marinas é um problema seríssimo, onde a Azimut está envolvida. Estamos tentando ser um facilitador de um processo, onde se possa trazer alguma expertise da nossa Itália, que tem uma força enorme de construção de infraestrutura de marinas,” comenta Breviglieri.

O CEO da Azmiut do Brasil afirma ainda que não vê o segmento náutico brasileiro unido, falhando em demonstrar força em momentos delicados. “Nós precisamos estar juntos para criar força dentro do segmento náutico,” afirma, lembrando que o setor, hoje, é muito esquecido no Brasil. “Comparado com o segmento naval, nós não existimos em nada. Não temos financiamentos, não temos linha de crédito, não temos nenhuma lei que nos apoie de forma explícita,” desabafa Breviglieri. E termina afirmando que o movimento para mudar essa situação tem que sair das empresas náuticas do Brasil em conjunto.

Marília Passos para Bombarco
Foto: Divulgação/Azimut