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Projeto de ciclovia em Ilhabela pode causar transtornos às Marinas

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Projeto de ciclovia em Ilhabela pode causar transtornos às Marinas

Mercado 11/04/2011
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A Prefeitura de Ilhabela dará continuidade a um antigo projeto de ciclovias que liga a praia Barra Velha ao Centro Histórico, ocupando toda a orla da Cidade. Quiosques e algumas marinas talvez tenham que se adaptar a esse projeto, perdendo um pouco seu espaço e sua privacidade.

O Presidente da Associação dos Advogados da Cidade, Dr. Caio Carvalho, explica que o projeto deveria ter uma política patrimonial, urbanística e socioambiental, juntamente com o Ministério do Planejamento, através de sua Secretaria do Patrimônio da União (SPU), Ministério do Meio Ambiente e Prefeitura Municipal, visando a área ocupada. Mas este processo não está ocorrendo dessa forma.

O projeto é construir uma ciclovia sobre a areia da praia — sobre colunas de oito metros de altura — entremeada por enrocamentos sobre rochas no canal e terminando em duas pontes suspensas debruçadas sobre o estuário do rio que deságua próximo à balsa.

Dr. Carvalho alega que a obra é extremamente impactante ao meio ambiente, por conta dos escoamentos giratórios que se criarão pelo estreitamento do canal e por conta dos enrocamentos que destruirão as praias. “Quanto aos transtornos relacionados à sociedade, essa obra afetará as marinas locais, que terão suas rampas cortadas pela ciclovia. Os quiosques de praia, que perderão suas áreas de atendimento, com reflexos finais sobre os hotéis e turismo em geral, principal atividade do Município, e fatalmente gerando desemprego”, conta.

De acordo com o advogado, esse projeto é inviável pela localidade em que está sendo planejado. “Existem outras soluções para este projeto. Construir uma ciclovia localizada na rua e não na areia, onde vai pegar muita maresia e vai desestruturar os comércios e marinas, por exemplo, seria uma alternativa”, explica.

“Por que não alterar o lugar do projeto, sendo que já foi comprovado que teremos problemas e gastos maiores?”, ressalta Dr. Carvalho. Ainda de acordo com o advogado, novas propostas já foram apresentadas para a Prefeitura, mas o governo municipal está irredutível e não quer avaliar projetos alternativos. “A comunidade de Ilhabela está lutando para que não haja esse projeto sem licenciamento ambiental adequado e sem ouvir a opinião da sociedade”, conclui.

O projeto da Prefeitura - O Prefeito da Cidade, Toninho Colucci, defende o projeto e afirma a importância da ciclovia. “Esse tipo de investimento é muito bom para o município. Quem votou em mim, sabia que esse projeto estava no meu plano de governo, não achei que houvesse necessidade de fazer uma pesquisa ou informar a comunidade, pois todos sabiam que eu iria fazer essa obra”.

Questionado sobre as possíveis interferências com as marinas, o Prefeito declarou: “É lógico que vai haver interferências com algumas marinas, mas elas serão superadas. A praia é um lugar público que será muito valorizado com essa ciclovia, determinados pontos que são quase abandonados, vão ganhar iluminação, segurança e policiamento”, ressalta.

De acordo com o Prefeito, programas de orientação, sinalização e infraestrutura serão feitos nos trechos da orla.
Segundo informações passadas pela Assessoria da Prefeitura de Ilhabela, os locais onde existem interferências como rampa para embarcações, muros e edificações, foram estudados de forma a integrar o projeto a essas particularidades. Além disso, a Secretaria de Obras apresentou o projeto da ciclovia à Associação Comercial e Industrial da Cidade, dando a possibilidade a cada associado interessado procurar a Secretaria de Obras para ter seu caso e necessidade em particular devidamente estudados.

Carolina Oliveira para Bombarco
Foto: Bombarco