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Catamarãs garantem praias mais limpas em Santos

29/12/2009
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Desde que a prefeitura adotou duas embarcações tipo catamarã, em janeiro de 2008, para a coleta do lixo flutuante entre o estuário e a costa litorânea da Baía de Santos (SP), as praias da cidade ficaram mais limpas. Os barcos, batizados de Onda Limpa I e Onda Limpa II, percorrem o estuário a partir dos atracadouros de travessia para Guarujá até o Emissário Submarino, sendo que a maior incidência de resíduos acontece no percurso até o Canal 3.

Como possuem uma caçamba hidráulica na proa (tipo rede metálica), recolhem tudo o que encontram boiando pela frente. Quando cheias, o material denominado resíduo regular é basculado para sacos plásticos de 100 litros e, posteriormente, acondicionado pelo operador. Os irregulares, como galhos e madeiras de todos os tipos, são transportados sobre o piso dos barcos, fora dos coletores.

Coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente (Semam) e operacionalizado pela Prodesan, o trabalho faz parte do programa Onda Limpa e é executado de terça a domingo, das 9h às 14h, por cinco marinheiros com experiência em barcos de pesca e de turismo.

O Onda Limpa I é pilotado por Erasmo de Freitas dos Santos e Luiz Carlos Dantas, enquanto que Fernando Santos Oliveira, Luciano de Melo Ferreira e Leonardo Roque da Costa comandam o Onda Limpa II. Acostumados a tirar o sustento do mar, aprenderam a amá-lo como fonte de vida que precisa ser preservada. Com essa consciência ecológica, se sentem honrados com o trabalho, porque sabem que estão beneficiando o meio ambiente, a fauna, a flora e os banhistas. Mas também se contrariam com a atitude de quem joga objetos e lixo no mar. "É cruel presenciar o que desentoca de lixo dos mangues depois da maré alta. Pior ainda é o dia seguinte após as tempestades. Tem de tudo", disse Oliveira, de 25 anos, que conduz o Onda Limpa I.

Quantidades
Em 23 meses de operações, os catamarãs recolheram das praias santistas 115 toneladas de resíduos sólidos flutuantes. Isso corresponde a cinco toneladas mês ou 267 Kg por cada um dos 432 dias trabalhados, já que para segurança das embarcações e da equipe, não há operação durante o período de ocorrência de chuvas ou de formação acentuada de ondas na orla.

As embarcações foram construídas pela SKY Fiberglass obedece a especificações técnicas que as permitem realizar a coleta. Por suas características, de fundo e plano raso, podem navegar em locais de pouca profundidade. Medem 6,7 metros de comprimento e 3,3 metros de boca, e capacidade de carga de 1,2 toneladas. Ambas foram adquiridas por R$234 mil, com 70% (R$163.800,00) proveniente do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) e 30% (R$70.200,00) como contrapartida da prefeitura.

Redação Bombarco
Foto: PMS