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Lixo marinho já atinge a Antártica

30/07/2010
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De acordo com uma pesquisa desenvolvida entre 2007 e 2008 pelo Greenpeace e pela British Antarctic Survey, a Antártica, apesar de não habitada pelo homem e de extrema importância para a vida marinha, já convive com lixo marinho.

De 69 itens avistados pelo navio Esperanza, da Greenpeace, 43% eram materiais plásticos e dos 59 itens observados pelo navio RRS James Clark Ross (também envolvido na pesquisa) 41% também eram plásticos. Diferentemente do que ocorre em outras regiões, as sacolas plásticas não foram vistas em grande quantidade.

Muita gente já ouviu falar sobre as "ilhas de plástico" em nossos oceanos. No norte do Oceano Pacífico, há uma área do tamanho do Texas onde se estima que, para cada quilo de plâncton, existam seis quilos de lixo plástico. A presença desse tipo de dejeto nos oceanos causa problemas ainda maiores do que os já conhecidos impactos na fauna local.

Materiais plásticos têm grande capacidade de absorção de poluentes orgânicos persistentes (POPs), funcionando como verdadeiras "esponjas químicas". Com isso, esse tipo de contaminação acaba atingindo áreas não-habitadas e que estariam teoricamente a salvo da poluição gerada pelo homem. As superfícies plásticas podem servir também como habitat para algumas espécies, transportando-as de um lugar a outro e ocasionando desequilíbrio em cadeias e dando origem muitas vezes a espécies invasoras.

Redação: Bombarco
Fonte: Greenpeace
Foto: Zelfa Silva