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Primeiro Barco

Compra de barcos em sociedade

1º Barco 27/08/2014
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Comprar um barco, assim como usufruir dele e mantê-lo em bom estado, exige um considerável investimento financeiro, o que pode desencorajar alguns navegadores em potencial.

Mas uma solução encontrada por muitas pessoas para poupar sem abrir do sonho náutico é a compra em sociedade. Conheça essa ideia!

Um barco, dois comandantes

Os amigos Claudio Da Poian e Moisés Furtado tinham experiências diferentes com navegação em 2012. O primeiro já era proprietário de uma embarcação e buscava outro barco, o segundo era um iniciante em busca do primeiro barco.

Os dois enxergaram, então, uma oportunidade preciosa: comprar um barco em sociedade.

“O meu sócio precisava de alguém para ajudá-lo com sua primeira embarcação e eu tinha a oportunidade de comprar um barco melhor, já que o investimento e despesas seriam divididos por dois,” conta Claudio.

E chegada da fábrica da Brunswick, que engloba as marcas Bayliner, Sea Ray e Boston Whaler, os deixou interessados em conhecer de perto o produto do estaleiro. Depois de alguns test-drives, eles eram sócios e donos de uma Bayliner 310BR.

Para celebrar a sociedade, o barco foi batizado de Fifty Fifty, que significa meio a meio em inglês.

Como funciona

Como disse Claudio Da Poian, o amigo e ele dividem o investimento e as despesas (marina, marinheiro e manutenção). Apenas com o combustível cada um paga o que consome. “A combinação é simples: cada sócio enche o tanque na volta de seu respectivo passeio, ou seja, o barco está sempre com tanque cheio e cada um paga o que usou,” explica o lancheiro.

O uso também é dividido igualmente. Cada proprietário tem direito a uma semana de uso do barco. “Contamos de segunda-feira a domingo. Uma semana para cada um, ou seja, as semanas pares são minhas e as impares do meu sócio. Cinquenta e duas semanas por ano – 26 para cada um,” completa Claudio.

No papel, a divisão segue o mesmo padrão: tudo em nome dos dois. Apenas a nota fiscal do barco foi emitida em nome de Claudio, mas eles fizeram um contrato particular para resguardar os interesses de ambos.

Despachantes náuticos explicam que os nomes de todos os proprietários, sejam eles dois ou mais, devem constar no registro da embarcação na Capitania dos Portos.

Observações

Feliz com a experiência de dividir o barco com um amigo, Claudio Da Poian explica que antes de embarcar nesta ideia é necessário considerar alguns fatores.

“Baseado na minha experiência, recomendaria a compra com um sócio que tivesse um mínimo de sinergia. Por exemplo, que o uso fosse similar, em numero de horas utilizadas, locais de passeio e que os sócios tivessem os mesmos hábitos. Facilita a percepção de que o negócio foi bom para os dois,” conta.

E explica que ele, o sócio e suas famílias são amigos de longa e não se resume a propriedade e uso do barco. “Por isso nossa combinação é flexível, não nos prendemos exatamente à programação estabelecida, e por muitas vezes saímos juntos para usufruir nosso lazer e manter nossa amizade," completa.

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Contribuíram para esta matéria: Dalva – Escritório de Despachos Náuticos, Sea Performance, João Galante Procuradoria Marítima e Arte Naval do Brasil.


Marília Passos para Bombarco
Fotos: Arquivo Pessoal