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Como escolher um nome para o seu barco?

Primeiro Barco

Como escolher um nome para o seu barco?

1º Barco 26/09/2017
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Escolher um nome para o seu barco é quase tão difícil quanto escolher o próprio barco, se não for mais. Para te ajudar nesse importante momento da sua vida náutica, listamos algumas dicas e curiosidades sobre o batismo de embarcação.


A tradição

Acredita-se que a tradição de nomear embarcações tenha começado com os egípcios, sendo seguida por gregos e romanos até chegar aos dias de hoje, que nomeavam seus barcos por superstição, para afastar a má sorte. Os nomes eram escolhidos para agradar os deuses e garantir uma viagem segura.

A cerimônia de batismo do barco teria surgido com os gregos e romanos, que faziam a oferenda de uma bebida aos deuses, também para assegurar bons ventos e boa ventura na viagem. Com o tempo, o champanhe tornou-se a bebida oficial dessas cerimônias. Quem nunca viu uma cena de uma garrafa sendo quebrada no casco de um novo navio?

A tradição com champanhe não é tão comum em embarcações de esporte e lazer, mas nada impede que você faça uma cerimônia para agradar Netuno e garantir bons mares. Só tome cuidado para não estragar o casco do barco novo.

 

Nomes

Como o intuito era agradar aos deuses, os primeiros nomes eram homenagens a eles e, nos caso dos cristãos, aos santos (que também invocariam a proteção em suas navegações). Hoje, com algumas superstições ligadas ao mar deixadas de lado e muitos barcos de esporte e recreio dominando os mares, os nomes mais comuns que vemos na popa e nos bordos das lanchas e veleiros tem uma ligação direta com o proprietário do barco.

Nomes de mulheres são populares. Leonildo Fritzen, por exemplo, batizou sua Phantom 300 como Luara II, em homenagem à neta; a Cimitarra 500 HT de Jucemar Nunes recebeu o nome da filha do comandante, Luiza XIV; e Jaime Portugal batizou sua Real Power Top 41 com o apelido da esposa, Bibbão. E quem pode esquecer a Lady Laura de Roberto Carlos? Portanto, se você tem uma mulher especial na sua vida, nomear seu barco em homenagem a ela é sempre uma boa escolha.

Até personagens fictícios tem vez. Eduardo e Patrícia Paiva colocaram o nome Marruah em sua Phoenix 230. Lembram da novela Pantanal?

As homenagens também podem ser feitas para os homens, sejam eles pais, maridos ou filhos. Christian Leite Rodrigues juntou as inicias dos filhos Matheus, Theo e Rafael e criou Martherra, nome de sua Real Class 220.

Seguindo a linha de nomes da família, usar o próprio sobrenome é garantia de que você não vai enjoar da alcunha. Roberto Samartin chama sua Intermarine 60 de Sam. E Daniel Prata batizou sua Maxima 280 de Pra2: Pra de Prata e o número 2 representando ele e a esposa.

Quem também fez uma brincadeira interessante com o nome do barco foi Claudio da Poian. O lancheiro comprou uma Bayliner 310 em parceira com um amigo e decidiu chamar a lancha de Fifty Fifty (Meio a meio). E o baiano Cleiton Vieira Marques quis levar um pouco da terra natal para Brasília e batizou sua Focker 240 de Mãinha da Bahia.



Os blogueiros e velejadores Hélio Viana e Mara Blumer também quiseram honrar a terra natal e, depois de seis anos construindo o veleiro, passaram um tempo procurando um nome verdadeiramente brasileiro. Hélio chegou a consultar um dicionário de Tupi, mas foi um amigo quem sugeriu o nome que conquistou Hélio: MaraCatu. O velejador gostou da sugestão por remeter a tradicional festa brasileira e por começar com Mara. Depois de descobrir que “Catu” significa “Bom” em Tupi, Hélio não teve dúvidas que aquele era o nome certo para o seu barco.

E, que tal batizar seu veleiro com nome do seu drink favorito? Renata Liu apelidou seu Bavaria 45 de Caju Amigo. Só lembre que quem comanda o barco não pode nem pensar em beber.