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Marinheiros e pescadores de São Sebastião participam de curso de aquaviário

22/12/2009
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Encerra nesta quarta-feira (23), o curso de aquaviário destinado aos marinheiros e pescadores de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Realizado pela Prefeitura da cidade em parceria com a Capitania dos Portos, o curso é dividido nas categorias POP (pescador profissional) e MAC (marinheiro auxiliar de convés e de máquina). As aulas tiveram início na segunda (21), no bairro de Boiçucanga, na Costa Sul da cidade.

A última aula será realizada na Praça Pôr-do-Sol, e os participantes terão noções sobre motor a diesel, combate a incêndio, primeiros socorros, navegação, sobrevivência no mar, entre outros. “Se o pescador ou marinheiro for abordado no mar pela Capitania sem habilitação, a embarcação será notificada e apreendida. É igual dirigir um carro sem ser habilitado”, acrescenta o suboficial Matias.

No total, 32 profissionais de Barra do Una, Barra do Sahy, Boiçucanga, Maresias, Toque-toque Pequeno, São Francisco, entre outros bairros, se inscreveram no curso. No entanto, nem todos compareceram.

A iniciativa partiu da Secretaria de Meio Ambiente (Semam) e contou a colaboração da Secretaria de Saúde (Sesau), responsável pela emissão de atestados de aptidão física, além da Colônia de Pesca Z-14, Petrobras e Hotel Moby Dyck, que cedeu a piscina para a realização de testes de aptidão física dos inscritos. “A finalidade do curso é profissionalizar o marinheiro e o pescador, além de promover a inclusão social. Muitos querem atuar na área, mas não tem a devida formação e documentos exigidos pelos vários órgãos fiscalizadores”, explica Antônio Sérgio Fernandes, o Toninho, da Divisão de Pesca da Semam.

O teste prático foi eliminatório e consistia em nado livre e 15 minutos de flutuação, ou seja, boiar de barriga para cima sem encostar os pés no fundo ou qualquer parte do corpo nas laterais da piscina. Nenhum deles foi reprovado, o que lhes deu o direito de continuar no curso. O exame teve, inclusive, a participação de três mulheres. “Achei o teste até que fácil porque estou acostumado com o mar. Só não gostei de ficar boiando de barriga para cima porque é mais difícil se manter na superfície da água”, avalia Rafael Pinheiro Bueno, 29, que mora em Maresias e se inscreveu para ser habilitado a trabalhar com banana boat.

 

Redação Bombarco
Comunicação de São Sebastião
Foto: Divulgação