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Primeiro Barco

Ancoragem, GPS e Atracação

05/10/2009
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ANCORAGEM


Uma boa ancoragem garante a segurança da embarcação até nas piores condições de mar. É fácil ancorar com mar calmo e tempo bom, mas em condições adversas, quando os ventos e as correntes fortes empurram o barco para a terra ou para o alto-mar, a coisa se complica. Para evitar situações assim, o ideal é estar prevenido com duas boas âncoras.

Também conhecida como ferro, a âncora é um dos equipamentos básicos que se leva a bordo. Sua função é prender o barco no fundo do mar através da amarra, que pode ser um cabo de fibra sintética, uma corrente de ferro ou uma combinação dos dois materiais. Uma âncora deve ser leve, fácil de guardar a bordo e, acima de tudo, eficiente.

Os modelos mais comuns no mercado brasileiro são a Danforth e a Bruce, sendo a Danforth a mais popular. De acordo com o jornalista especializado Marcio Dottori, em artigo publicado na Revista Náutica, ao comprar uma Danforth, é preciso levar em conta o seu processo de construção, sendo preferível escolher sempre aquelas feitas de chapas, já que as fundidas têm patas muito grossas que dificilmente unham (penetram) em solo de areia. Ainda segundo ele, o comprimento da haste deve ser aproximadamente o dobro da altura das patas, enquanto o cepo (de cada lado da haste) deve ter uma medida próxima ao dobro da largura da pata. E mais: é importante examinar a qualidade das soldas, a espessura do material empregado e se as patas são afiadas junto à borda de ataque. Pois, caso contrário, a âncora não prende em fundo de areia dura.

“Uma boa âncora Danforth pode ser de alumínio ou de aço, desde que se tenha certeza que o material empregado tem a resistência certa para o uso a que se destina. No caso da Bruce, o segredo é escolher sempre a original, feita de aço, na Bélgica, e fundida em uma só peça. Embora existam boas cópias no mercado, as imitações não seguem fielmente o desenho da legítima, perdem no quesito eficiência e, em alguns casos, servem somente para fundo de pedras” — ensina Dottori.

Onde ancorar:


Quanto menor a influência da ação do vento, da correnteza e das ondas, melhor é o local da ancoragem. Normalmente é fácil encontrar locais onde o fundo forma um declive pouco acentuado, abrigados de correntezas e ondas. Porém, é difícil encontrar locais mais protegidos do vento.


A força a que uma âncora deve resistir — devido à energia eólica incidente na embarcação — é calculada em função da velocidade do vento, conforme tabela da American Bureau of Shiping:


Tipos de Âncoras:


Danforth: a mais popular e, dependendo do modelo, mais eficiente e com maior capacidade de fixação em relação ao peso. Pode ser de liga de alumínio e magnésio, o que facilita o manuseio.

Bruce: devido ao seu tamanho reduzido e à ausência de partes móveis, é a mais fácil de guardar a bordo. Unha rapidamente ao tocar o solo e é a mais resistente em fundo de pedras.


Arado: conhecida também por CQR, tem capacidade de fixação maior que a Bruce, porém é mais difícil de guardar a bordo.


Delta: é um misto da Bruce com a Arado. Segundo o fabricante (Simpson Lawrence) tem poder de fixação superior a ambas.


Fateixa e Garatéia: popular entre os pescadores, é mais utilizada para ancoragem temporária em fundo de pedras. Pode ser feita em casa com tubos de PVC, concreto e aço de construção. A diferença entre Fateixa e Garatéia é que a primeira tem patas.


Almirantado: a mais tradicional de todas. É eficiente, porém difícil de guardar a bordo. Para facilitar, alguns fabricantes oferecem modelos com cepo desmontado. para fundos de alga é a melhor.


Patente: usada somente em navios. Seu manuseio é fácil, mas a eficiência é questionável (cerca de um décimo de uma boa Danforth). Não é aconselhável para barco de lazer.

Dicas de Ancoragem:


O melhor tipo de fundo para ancoragem é o de areia. Em segundo lugar vem o fundo de cascalho e, em terceiro, o de lama. Os fundos de concha (impedem a âncora de unhar); de coral (além de fracos, podem cortar o cabo); de pedra (difícil de soltar e pode cortar a amarra) e lodo (lama molhe e escura com baixíssima capacidade de fixação) são considerados ruins.

Escolha um local que possibilite ao barco girar sem esbarrar em outros barcos ou em pedras. O barco gira quando o vento e/ou a correnteza mudam de sentido.

Para saber a quantidade correta de cabo ou de corrente, é só marcar a amarra a cada 10m, com anéis feitos por um cabo mais fino e de cor diferente. Nas amarras de corrente, a solução é pintar os elos a cada 10m.

Ao ancorar em fundo de lama ou lodo, mantenha um pouco de resistência no cabo quando a âncora tocar o chão. Isso a fará “unhar” na posição correta.

Para recolher o ferro, basta posicionar o barco sobre o mesmo e, a seguir, tentar içá-lo. Se isso não for possível, é preciso amarrar o cabo no cunho e dar marcha-a-ré devagar. Nunca se deve passar sobre a âncora forçando a haste no sentido contrário ao da atracação inicial, especialmente e o fundo for de pedra, pois a âncora ficará ainda mais presa e, provavelmente, será necessário mergulhar para soltá-la.

Para dar mais segurança às amarras de náilon, utiliza-se um pedaço de mangueira (1,5 a 2m) para encobrir o cabo junto ao ferro e protegê-lo das pedras.

Em fundeios permanentes, devem-se usar no mínimo duas âncoras simetricamente dispostas. As amarras (duas ou mais) devem ser ligadas por um destorcedor (tornel ou girador), no qual o barco ficará preso.

Ao ancorar em fundo de rochas, deve-se amarrar uma bóia à extremidade oposta da haste. Com isso, há chance de soltar o ferro das pedras caso não seja possível içá-lo puxando pela haste.


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