Píeres flutuantes de concreto substituem estruturas fixas
Modelos pré-moldados em concreto têm sido adotados em marinas e clubes; mudança responde a variações de maré e a demandas de durabilidade e segurança.
A tecnologia de píeres flutuantes de concreto tem se espalhado pelo litoral brasileiro e muda a maneira como embarcações atracam em marinas e clubes. A solução acompanha a movimentação das marés e reduz o impacto das marolas, o que representa um avanço em relação aos píeres fixos, que mantinham a mesma altura independentemente do nível da água.
O sistema apresentado no vídeo abaixo, em operação no Iate Clube de Santos, ilustra o uso de módulos robustos de concreto com alta estabilidade, passagem de tubulações internas e superfície antiderrapante, características decisivas para quem planeja instalar píeres em marinas, condomínios ou áreas públicas.
Durante décadas, os píeres utilizados no Brasil eram majoritariamente fixos, instalados por meio de estacas e estruturas rígidas. Em regiões de grande variação de maré, isso criava desníveis significativos entre o barco e a plataforma, exigindo esforço adicional para embarque e desembarque. Em dias de maré baixa, tripulantes chegavam a enfrentar diferença de altura suficiente para inviabilizar o acesso seguro ao píer.
A popularização dos flutuantes começou no país a partir dos anos 2000, impulsionada pela expansão do turismo náutico e pela necessidade de estruturas de menor manutenção diante da maresia. Hoje, fabricantes nacionais e internacionais fornecem módulos pré-moldados em concreto projetados para acompanhar a maré verticalmente, sem deslocamentos laterais excessivos e sem ruídos estruturais comuns a modelos articulados.
O píer, da Píer Brasil, apresentado no vídeo gravado no Iate Clube de Santos, exemplifica essa tecnologia. Os módulos, com cerca de 10 metros por 2,5 metros, exibem grande massa — fator que aumenta a inércia mesmo quando marolas de embarcações maiores atingem a área. Durante a gravação, iates acima de 100 pés atracavam no local, e o píer permanecia praticamente imóvel, sem trepidações.
Outro ponto a ser destacado é o mecanismo de movimentação vertical, guiado por peças metálicas robustas que limitam o curso máximo da plataforma durante o preamar e baixa mar. Marcas visíveis no pilar indicam a amplitude prevista de subida e descida. Mesmo com variação intensa, o sistema não produz rangidos, característica que beneficia áreas onde tripulações e passageiros pernoitam a bordo.
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A construção dos módulos também favorece a durabilidade. As tubulações de água e energia passam internamente pelo concreto, reduzindo exposição direta à maresia e prolongando a vida útil de toda a infraestrutura hidráulica e elétrica. O acabamento antiderrapante mostrado na gravação permite circulação segura mesmo com piso molhado, e a baixa absorção de calor na superfície viabiliza uso confortável em dias de sol forte.
A demanda por esse tipo de sistema não se limita a clubes privados. O vídeo menciona um projeto público de grande escala em Belém, onde a instalação de um píer flutuante de grandes dimensões está em andamento. Marinas e condomínios residenciais também têm recorrido à tecnologia, principalmente em regiões expostas a ondas e tráfego de embarcações.
No cenário atual, a escolha entre píeres fixos e flutuantes depende de fatores como amplitude de maré, exposição à maresia, porte das embarcações e custos de manutenção.
Contato: Pier Brasil
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Redação: Bombarco